Filme de Banksy é destaque em mostra de cinema :)

a incrível história de como o maior filme de grafite da história nunca foi feito…”, é com esse slogan que Exit Through the Gift Shop, dirigido pelo grafiteiro britânico Banksy tem sido divulgado em todo mundo. O filme, que estreou no festival de Sundance em janeiro, é um dos destaques na 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa nesta sexta-feira (22/10). Em meio a especulações sobre a veracidade do documentário, o longa se firma como uma crítica ao mercado de arte e pode ser a melhor obra de Banksy.

 

a história é baseada em Thierry Guetta, um imigrante francês em Los Angeles e sua obsessão pela street art. Guetta filma constantemente toda sua vida e ao se deparar com as intervenções urbanas de seu primo, conhecido como Space Invader, entra em contato com artistas mundialmente conhecidos no meio como Shepard Fairey e Banksy, que não mostra o rosto nem divulga seu nome verdadeiro.

ao conhecer esse movimento que surge com força, Guetta concentra-se em acompanhar os artistas em suas aventuras nas ruas. Misterioso, Banksy se torna o alvo principal de Guetta e os dois se conhecem quando o britânico vai a Los Angeles para uma exposição. O francês torna-se o guia de Banksy pela cidade, o acompanha em seus trabalho e chega a passar por quatro horas de interrogatório quando o artista coloca um boneco inflável vestido como um preso de Guantánamo na Disney.

pós inaugurada, a exposição do britânico, Barely Legal, se torna um estrondoso sucesso na mídia, inflacionando o preço de obras de artistas urbanos. Banksy se mostra surpreso e decepcionado com o hype repentino e instiga Guetta a terminar seu documentário sobre street art. As inúmeras fitas de filme encaixotadas na casa de Guetta começam a ser editadas e se transformam no filme “Life Remote Control”, uma colagem de 90 minutos de cenas frenéticas e desconectadas. Frustado, Banksy decide fazer seu próprio filme a partir do material de Guetta e sugere que o amigo comece uma carreira de artista.

Seis meses depois, Guetta assume o codinome Mr. Brainwash e prepara sua primeira exposição, alugando um galpão em Los angeles e contratando assistentes. O agora artista gasta milhares de dólares para reproduzir e divulgar seu trabalho e passa grande parte do tempo fazendo marketing e dando entrevistas. Apesar de tudo, a exposição é um grande sucesso e, depois de uma semana, Guetta soma quase um milhão de dólares em quadros vendidos. O filme, que tem sido avaliado positivamente pela crítica, também é alvo de especulações sobre se seria mais uma “pegadinha” de Banksy. O artista, que não mostra o rosto e fala com voz distorcida no longa, afirma ter trabalhado nas 10 mil horas de filmagens de Guetta e que o processo para obter as fitas teria sido muito difícil. A polêmica sobre veracidade do filme, porém, é irrelevante diante da questão que ele levanta. Se o que vale mais no mercado artístico é o marketing do que o conteúdo, Banksy venceu essa barreira e conseguiu fazer um filme contestador, popular e de qualidade.

viaqui: http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/1,,EMI180829-16296,00.html

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